Como Fugir do Terrorismo Virtual

Caixote De Lixo Digital

Nos últimos anos foi dada uma oportunidade a quem quase nem sabia (nem sabe) escrever de publicar coisas. Não só a estas pessoas, mas também a todo o tipo de espécimes que povoam este mundo (contaminado). O livro das caras, ou Facebook, como é mais conhecido, tornou-se casa para tudo de bom e de mau que possamos imaginar. Há mais redes assim? Sim, claro. Mas hoje apetece-me, só porque sim, falar deste Caixote de Lixo Digital. Convenhamos, há muito que a maioria das coisas que por lá se passam virou lixo!

Confesso que fiz alguma resistência a aderir ao Caixote de Lixo Digital. No entanto, quando percebi que podia estar mais próxima de amigos que estão espalhados pelo mundo fora, considerei que era uma mais valia nesse sentido. Sim, eu tenho amigos em todos os pontos do globo. É, as invejosas que fiquem a saber que a mau feitio tem (muita) gente que gosta dela. E amizades de vidas e de anos e anos. Espero que tenham também esta dávida da vida… Mas para a ter é preciso ser uma pessoa em condições (só um alertazito).


Caixote De Lixo Digital, O Que Para Lá Vai

Isto da utilização do Caixote de Lixo Digital, daria posts semanais por nada menos do que uns 2 anos. Por isso cinjo-me (hoje) ao que mais me incomoda.

Efetivamente durante muitos anos o Caixote de Lixo Digital, foi, aos meus olhos, apenas uma reunião de amigos (sim, sou distraída a esse ponto). Devagar comecei a perceber que afinal havia mais utilidades para a coisa. Em vez de se procurarem pessoas já conhecidas, procuravam-se pessoas para conhecer. Preferencialmente que estivessem dispostas a conhecimentos pessoais e disponíveis para relações sexuais. Na verdade, foi à custa de experiência pessoal que descobri tal facto. Ainda hoje há quem tente a sua sorte. Lembram-se de eu ter falado sobre isso num direto do desafio #21dias21diretos? Sim, há mesmo. Mas agora? Por favor, já tive tempo para aprender a reconhecer no imediato o que dali vem. Já agora, reitero o já dito, evitam de tentar. Simplifiquem a vossa vida e passem o meu perfil à frente.


Novelas Digitais Em Bruto

Mas há mais utilidades para o Caixote de Lixo Digital. Por exemplo as discussões familiares. E eu só me questiono porque raio anda aquilo ali, público, para toda a gente ter que assistir a fotonovelas em versão digital… tenho várias ideias sobre isso. Uma delas é aquela máxima de que quem tem mais adeptos ganha. Então publicam na esperança de alguém acreditar na sua versão da história. Um lado diz que o tio Zé roubou o pão e do outro lado diz que o filho do primo da tia Maria é que o comeu. E lá vêm as descrições pormenorizadas dos acontecimentos, completamente antagónicas.

Segue-se para outro tema, porque uma coisa busca a outra e são dias naquilo. Nos murais dos amigos de cada pessoa ali mencionada aparece a bela da novela digital em bruto, sem qualquer edição. A malta faz scroll, mas sem sucesso se livra da guerra de caseira. O mural fica viciado. Parece até que gosta daquilo… será?


Os Fãs Envergonhados

E aquelas pessoas que criam perfis falsos e páginas falsas precisamente com o objetivo de elevar uma determinada… vamos chamar associação. Porquê este exemplo? Porque eu quero. Já é sabido que não foi uma nem duas vezes que, pessoas corajosas e autênticas e que muito me admiram, se deram ao trabalho de criar perfis falsos para me deixar mensagens consideradas ofensivas por elas mesmas. O que eu considero e tenho a dizer em relação a isso? Obrigada por serem minhas fãs.

Mas há quem faça mais pelos fãs! Vamos supor que alguém (que não distingue à de e até desconhece que à tem acento grave e não agudo), quer elevar determinada associação entre outros serviços, porque é fã de uma outra. Dá para perceber ou é confuso? Podem sempre entrar em contacto comigo para esclarecimento. Ou aqui em comentários, ou por email admin@minorkisses.pt para os envergonhados. Vamos lá continuar a história de Terrorismo Virtual.

Então a fã cria perfil falso, página falsa, fotos de perfil fofas e vai mantendo ali aquilo a funcionar naturalmente, angariando seguidores. Não costumo referir-me aos meus apoiantes como seguidores. Acho muito mal empregue essa palavra. Apoiantes, amigos (meus ou da mensagem Minorkisses), colaboradores, mas seguidores não concordo nada. Mas esta página da nossa história não tem apoiantes, tem mesmo seguidores. Até porque não tem uma mensagem, tem coisas distintas por lá, que não fazem sentido com o que é publicado.

Não joga a bota com a perdigota, faço-me entender?

Só que a página da fã da associação da nossa história do Caixote do Lixo Digital não tem grande interação. Até ao dia em que (tambores por favor) decide “relatar” uma situação que pretende apenas denegrir a associação (e serviços) da qual é fã. Chovem comentários dos seguidores! Tudo entra em pânico e contam (com alguma veracidade) que também já tiveram histórias idênticas. E a fã a cada comentário reforça que aquilo não é bom, não presta. A cada comentário levanta mais o véu (pessoal) e mostra claramente a sua admiração por aquela associação. Estórias de mal dizer, ouvi isto e aquilo, parece-me que aconteceu aquilo e aqueloutro. E toda a gente tem estórias (mal contadas) que fervorosamente partilha.

E com cuidado, vai aos poucos angariando um grupo de pessoas que estão dispostas a fazer queixa ou demolir, colocar lá uma bomba, partir com martelos e sei lá mais o quê, à dita associação. A fã na verdade, tem muita inveja da dita associação. Gostava de ser ela a ter uma coisa daquelas. Gostava ela de ter ido tão longe como a outra foi. Mas não conseguiu, porque apenas sabe apontar dedos. Levantar-se do sofá e fazer não é para todos. É para os competentes e para os determinados. É para quem não se limita a invejar e faz. Verbo fazer, ação.


Como Fugir do Terrorismo Virtual

Muito simples. Antes de gostar de uma página, devem tentar perceber qual é o conteúdo da mesma. Ver se os objetivos a que se propõe correspondem ao que é publicado. Se sim, ótimo. Mas calma, deem uma vista de olhos aos comentários. São igualmente importantes. Claro que uma página recente não terá muitos comentários, apoiantes e gostos. Por isso convém verificar a data da criação da página.

Verifiquem também as fotos. Tentem perceber se a fotografia de perfil é verdadeira, no caso de ter uma fotografia de pessoa. Como? Copiem a foto e coloquem no google imagens. Vejam os resultados para vos dar uma ideia de que a pessoa é quem diz ser. No caso de não terem fotografia de perfil da pessoa, espreitem as fotos no intuito de encontrarem alguma foto com a pessoa. Tenham em conta que há páginas que são extensão de uma marca, empresa ou instituição, entre outras e que essas nem sempre têm fotos pessoais.

Façam o mesmo com os perfis pessoais. Vejam os amigos que têm e quem coloca gosto nas publicações.

Defendam-se no mundo dos Caixote de Lixo Digital e tenham em mente que as pessoas, só porque têm uma página, não significa que sejam sempre são bem-intencionadas.

Entretanto visitem, no Caixote de Lixo Digital, a página Minorkisses, onde dou a cara e nada escondo.

 

Foto de Edu Lauton, Unsplash

Comments

  1. Pingback: As Imagens Da Semana desta semana são excelentes. Falam por si só.

  2. Andreia Morais

    Nas redes sociais encontra-se de tudo! Apesar de andar mais desligada do facebook (só uso por causa do blogue e de algumas conversas), continuo a achar que só se tem tornado esse lixo por causa das pessoas. Usam filtros para tudo, mas não filtram a informação que devem partilhar. É curiosa esta dualidade.

    Beijinhos*

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      Minorka

      Eu estou quase na mesma, a usar o facebook apenas para o blog e pouco mais. Mas sim, o lixo vem das pessoas tóxicas.
      O livro das caras virou livro das imagens…
      Curiosa sim, concordo.
      Beijinhos!

  3. A Mulher do 31

    Gostei muito das tuas dicas.
    Realmente a internet é como a vida real. Há de tudo: bom e mau. Temos que estar atentos. E não nos deixarmos contaminar. Tal como na vida real, é importante saber quem somos na net, onde estamos e para onde queremos ir.
    Um abraço digital.

    1. Post
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