Carta aberta aos seguidores-não seguidores-seguidores novamente-não seguidores outra vez

Carta aberta Aos (Não) Seguidores

Mais um dia de MinorKisses Convida, Guest Post, hoje com uma blogger de uma simpatia singular, que nos traz um assunto que, confesso, também me causa confusão. Um artigo escrito por Andreia Morais do blog As Gavetas da Minha Casa Encantada. Seguidora atenta desta casa, que muito dignifica a mensagem do Minorkisses.  Obrigada por tudo Andreia! Traz-nos uma Carta Aberta Aos (Não) Seguidores… Curiosos? Vamos ler!


A Minorka, a quem agradeço antes de avançar, convidou-me para o seu mais recente projeto de colaboração. Tentando acompanhar o seu registo sarcástico [tão característico e que eu aprecio bastante], achei pertinente escrever sobre um assunto que terá sempre pano para mangas e que me causa uma tremenda reação alérgica!

[Da categoria “Coisas que me provocam urticária”]

Há uma nova doença a afetar as pessoas. O seu diagnóstico levou a conclusões interessantes e permitiu catalogá-la como a virose do século. Consequentemente, e para que a população se possa precaver, foi revelado o seu nome: seguir-deixar de seguir. Atenção, só se manifesta em pessoas que têm uma clara falta de noção. Caso não apresentem este sintoma, podem respirar de alívio, porque não correm o risco de serem contaminados. Para aqueles que são portadores dos seus efeitos, só tenho uma pergunta a colocar-vos: porquê?

Sinto que faço um esforço hercúleo, modéstia à parte, para entender o que vai na cabeça de alguns indivíduos. Incluindo na minha, porque existem alturas em que dispara por aqui um disjuntor qualquer e nem a mim me percebo. Porém, se há coisa que nunca irei entender é esta necessidade de se seguir alguém [numa rede social] e depois deixar de o fazer, assim, tão rápido como um piscar de olhos. E isto irrita-me, porque não encontro outra explicação que não seja uma tremenda falta de respeito. Os números são assim tão importantes que vos afeta o discernimento?

Chego à conclusão que o defeito deve ser meu. A verdade é que nunca liguei muito a esta questão dos números. Claro que sabe bem ver os seguidores a aumentar no blogue/instagram/twitter/qualquer outra rede que usem, mas não sinto que isso seja prioritário, até porque nem sempre correspondem à realidade [de x número de seguidores, quantos é que efetivamente interagem convosco?]. No entanto, é extremamente irritante acompanhar a oscilação desta informação. Mas acho que aquilo que mais me choca são mesmo as principais causas que levam as pessoas a fazerem isso: 1) Seguirem porque simplesmente querem retorno; 2) Deixarem de o fazer porque não o conseguem. E aqui volto à estaca zero: qual é mesmo a necessidade disto?

Claro que nada é assim tão linear.

E eu consigo compreender que façam isto em duas situações: 1) A conta que pretendem seguir é privada, por isso têm que fazer um pedido para saber se se identificam [caso isso não aconteça, acho legitimo que deixem de seguir]; 2) Quando a conta deixa de corresponder àquilo que estavam à espera [somos seres em constante metamorfose, e aquilo que antes nos fazia sentido pode já não fazer]. Contudo, o que acontece com mais frequência é seguirem uma conta pública e deixarem de o fazer ao fim de algumas horas.

Engana-se quem pensa que este vírus só ataca uma camada social em específico. Não. Ataca nos mais diversos meios, desde a pessoa mais anónima a marcas conceituadas. Lamento ser portadora de más notícias, mas esta estratégia de marketing que vocês acham visionária tem o efeito precisamente contrário. Até porque, hoje em dia, já há aplicações que permitem descobrir quem faz estes joguinhos. Se, ainda assim, acham isto aceitável, parabéns! O vosso estado de demência já é tão avançado que não há cura que vos salve.

Pessoalmente, acho que está na hora de as pessoas serem mais honestas. Não só com os outros, mas com elas próprias. E de seguirem porque, de facto, apreciam o trabalho de terceiros e não por acharem que, desse modo, poderão obter potenciais seguidores. Outra coisa, não vivam tão obcecados com números/visualizações/comentários. A vida é muito mais do que se passa online. Preocupem-se, sim, em produzir conteúdo que cative quem vos lê. Porque essa será sempre a melhor forma de conquistar. Senão houver verdade, o retorno não passará de uma ilusão. Mas, a julgar pelo vosso comportamento nada saudável, talvez não se incomodem muito. E até agradeçam. Afinal, atingir um número astronómico será sempre muito mais importante que a mensagem [#sóquenão].

Portanto, aquilo que eu receito para estes casos é:

1) uma dose generosa de bom senso e consciência [se forem tomados em simultâneo acelera o processo de cura]; 2) fazerem uma pesquisa prévia ao conteúdo que a pessoa publica [para evitar o constrangimento de ficarem a saber que, afinal, aquilo não era do vosso interesse; 3) canalizarem as vossas energias para o lado espontâneo desta questão. Compreendam que ninguém é obrigado a seguir. Vocês podem adorar uma conta e a pessoa não nutrir o mesmo sentimento pela vossa. Custa? Naturalmente, porque sabe sempre bem ser correspondido, mas aceitem que somos diferentes. E que essa não correspondência também faz parte. Por fim, tenho uma advertência: afastem-se do botão “seguir” se a vossa intenção não for séria!

Esta Carta aberta Aos (Não) Seguidores poderia, muito bem, integrar uma das minhas Inconfidências [uma rubrica onde opino sobre vários assuntos]. Mas não é só disto que se faz o meu blogue.

Por isso, se me quiserem acompanhar, podem visitar-me em:

http://asgavetasdaminhacasaencantada.blogspot.pt/.

Além disso, As gavetas também têm página de Facebook e conta no Instagram

Comments

  1. Patrícia

    Adorei este post. Belo GuestPost.
    Eu sou um bocadinho nova na blog’world mas até eu já me apercebi da treta do “segue-me que eu sigo-te”. E se gostar sigo sim, se não gostar não sigo. Também ninguém tem de me seguir… não busco a todo o custo números. Se a minha voz for interessante a alguém, esse alguém acompanhar-me-à. Caso não tenham interesse então “andor violeta”. Também não vale de nada ter muitos “ocos”. Sigam o que gostam, esqueçam o resto. 🙂

    ctigredesign.blogs.sapo.pt about design, design stuff, fashion and textile stuff
    Another design blogg’irl se quiserem espreitar (ou não) 😀 😀 😀

  2. Carolina

    Há algum tempo que queria opinar sobre isto no meu blog. É de facto cansativo e desgastante estarem sempre a fazer isso. Parece mesmo contagioso, embora não o seja. Pior é quando seguem quando está um passatempo a decorrer e como não ganham, deixam de seguir. É tão frustrante mas infelizmente há pessoas para isso e muito mais. Adorei o post! A querida Andreia sempre faz os melhores! Beijinhos

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  3. Matilde

    Hehe gosto muito da Andreia 🙂 há tinha falado sobre isto com ela e de facto concordo 🙂 por isso prefiro poucos mas bons 🙂 as minhas contas são privadas por morrer vos de segurança mas quem quiser está a vontade de me seguir 🙂
    Bjinhos as duas*

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  4. Andreia Morais

    Muito obrigada pela oportunidade, minha querida! Foi um gosto poder colaborar no teu projeto 🙂

    r: Vale mesmo a pena, eles são brilhantes. Se vires, depois diz-me o que achaste

    Beijinhos

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  5. KarmaIsaBitch

    Isto de ser blogger tem muito que lhe diga. Dizer que se é blogger dá um ar “queque” à pessoa.
    -O que fazes?
    -Sou blogger!!
    Ser blogger desculpem lá a comparação, é como o senhor do café ou o barbeiro que manda postas de pescada sobre isto e aquilo com a convicção de uma sumidade que é versada nas mais variadas temáticas desde nutrição à moda!
    Para ser blogger é preciso ter estômago e pachorra para levar com os trolls que abundam na rede e que dizem tudo o que lhes dá na real gana. E mais, …distorcem o que é dito e atacam não o que se diz mas a pessoa.
    Todos querem ser relevantes e ter muitos seguidores. É tudo muito bonito, “beijinhos e abraços” até que estale o verniz. E para isso acontecer basta uma pessoa ter uma opinião contrária.

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      Minorka

      Foi precisamente por causa dessa ar queque que resolvi ser blogger! 🙂 🙂
      Há de facto quem consiga ter essa versatilidade. Eu não. Sou blogger de segunda categoria. Ainda tentei no início ser de primeira, mas logo percebi que não estava ao meu alcance! lololol
      Mas tens toda a razão, o pomposo de blogger ou o agora chamado influênciador digital, é queque. Por isso há mesmo que ter estômago e muito jogo de cintura para lidar com certas pessoinhas. Continuo a aprender sobre esses fenómenos da rede.
      Concordo (uma vez mais) contigo, é do querer ser relevante, queque e pomposo que nasce a vontade de trollar. São os trollers que querem ser queques!
      Todos podemos ter uma opinião, desde que fundamentada nós os queques adoraremos sabê-la! 😉

  6. Post
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    Minorka

    Já em tempos, por ignorância, ia nessas cantigas. Depressa percebi que aquilo não me favorecia em nada, no entanto não deixei de seguir. Tinha-me comprometido a fazê-lo. A verdade é que todos os dias perco alguns, felizmente ganho outros e com real interesse, ou assim me parece!

  7. Claudia - Mulher XL

    Concordo a 200%! Não faz sentido nenhum isso. É ridículo. Tenho uma pessoa no meu instagram que está sempre a comentar com um sinal de “checked” em fotos que n tem nada a ver. Só para eu a seguir de volta. Não sigo. Um dia vai-se cansar. Só sigo quem me interessa. Vejo o nº de seguidores a aumentar e diminuir logo de seguida, no meu IG. Mas como não sou influencer lá, nem ligo.
    No blog, nem ligo muito aos números. Visito e comento quando gosto ou tenho algo para dizer. Se quiserem retribuir, ótimo. Mas não fico fixada nisso. Essa prática de seguir-deixar de seguir, sempre achei parva. E também o “sigo quem me seguir de volta”!

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