Como conhecer pessoas?

Como conhecer pessoas? Isto responde-se rapidamente: não se conhecem. Conhecer realmente alguém não é coisa para acontecer de um dia para o outro. E isto porque não estou a falar do Tinder, Secondlove e tantos outros sites com semelhantes objetivos, onde podemos perfeitamente incluir as mais conhecidas redes sociais. Não, não. Isso é história (ou submundo) que exige muito mais exploração do que aquela a que estou disposta hoje. Para conhecer pessoas “mesmo” é preciso tempo e mestria.


 Como conhecer pessoas?

As pessoas tendem a mostrar apenas aquilo que querem que tenhamos conhecimento. E muda de pessoa para pessoa. Mostram facetas diferentes a diferentes pessoas, conforme lhes convém, coisa que quanto a mim faz sentido. Não vou dizer à senhora das finanças que tenho um problema horrível de saúde ou dos meus desejos mais  prementes de comida! E já agora, também não partilho nada com vizinhos nem conhecidos! Que lhes interessa a minha vida? Nem a mim me concerne falar-lhes da minha vida ou saber da deles! Temos dos outros apenas o que nos é exposto, o que nos permitem conhecer.


Observando comportamentos

Conhecer pessoas em profundidade implica tempo (muito) onde são partilhadas variadíssimas situações. O que não acontece por exemplo num jantar ou numa conversa online. Isso é garantido! No entanto há situações específicas em que, observando os comportamentos e as reações às mesmas, podemos despachar mais rapidamente a matéria de conhecer alguém.

Podemos aproveitar o tal jantar para perceber como o(s) outro(s) se comporta(m). Como nos tratam a nós e como se relacionam com outras pessoas. Como reagem a situações imprevisíveis, como vir um lindo cabelo no prato, ou a pontita da cauda de uma ratazana, sei lá, coisas básicas como estas.


Feitio do Inferno

As situações de stress, como perder a dentadura, desembaraçar fios elétricos de aparelhos ou mesmo as luzes de Natal, são excelentes para conhecer o verdadeiro âmago da pessoa. Eu por exemplo sei perfeitamente como reagiria a estes imprevistos e informo-vos sem subtileza, que não sou dos melhores exemplos a seguir. Tendo em conta apenas estas situações, a conclusão a que chegariam sobre mim era a de que sou verdadeiramente a pessoa com feitio do Inferno e sem papas na língua, que conhecem fazer parte da personalidade da Minorka.


Contactar em caso de emergência

A necessidade também pode provocar excelentes momentos de conhecimento profundo da pessoa.  Não importa de quem é a necessidade, pode ser minha ou do outro, mas ver a reação de ambas as partes é fonte de conhecimento. Imaginemos que a Cruella (da viagem que vos contei no anterior artigo aqui) precisa de um favor. Vai contactar alguém que sabe que a pode auxiliar. Já não fala com essa pessoa há anos, mas isso não importa nada. Só existe contacto para a ajuda que precisa, depois volta a presenteá-la com a sua ausência. O que diz esta atitude sobre a quiduxa da Cruella? As pessoas meras marionetes, não lhes dá real valor ou importância, são simplesmente contactos a usar em caso de emergência, como o 112 por exemplo.


Uma nota de 500€ no chão

Uma nota que deixo muito importante é acerca do que as pessoas nos falam sobre as outras. Malta, que vos fala mal dos outros, fala com toda a certeza mal de vós a outros! E, cuidado, pode muito bem estar-vos a fazer a cama, tentando arrancar nabos da púcara (ou frango com arroz de forno, que nabos só no Cozido à Portuguesa).

Momentos de alegria ou de tristeza são bastante importantes para tirarmos as medidas às pessoas. Encontram uma nota de 500€ no chão, como ficam as pessoas à tua volta (garanto que se fosse eu ficava ruída de inveja assumidíssima)? Como reagem os outros quando vocês estão felizes? E como apoiam nos momentos de tristeza?


Nunca fiando!

Usem estes truques para chegar a um veredicto mais fácil para conhecer pessoas, no entanto há quem saiba manobrar e fabricar reações.  Por mim permito-me entender que nunca se conhece uma pessoa totalmente passe o tempo que passar. Até considero que nem mesmo nós próprios nos chegamos a conhecer totalmente, por isso malta, nunca fiando!

Frango na púcara

Comments

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  1. Edmar

    Uma nota de 500€ no chão?
    Apesar de nunca ter visto uma ao vivo e a cores, eu era homemzinho para jurar e se preciso fosse chorar baba e ranho a nota era minha… 🙂
    Portugal já subiu no rating,”saiu do lixo”, mas a minha carteira não. Sempre que a abro,parece que alguém meteu lá rodelas de cebolas…
    Isto está mau e é o salve-se quem puder.

    1. Post
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      Minorka

      Também nunca vi nenhuma, mas a nota não me escapava! Até fazia lume a fugir com ela!
      A tua carteira tem muito a ver com a minha, será que comprámos no mesmo sítio? Eles dizem que saímos do lixo, mas eu acho que estamos cada vez com mais lixo!

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