Dicionário Atualizado – os Pseudo-Coisos

Pseudo-Coisos

Sempre gostei de falar bem e saber do que falava. Quando discuto um assunto sou muito objetiva e, na maioria das vezes, consigo fazer-me entender (nem sempre, depende muito do QI do recetor da mensagem). Vou usando o dicionário porque sei que para além do novo acordo ortográfico, vão também aparecendo palavras novas. Hoje partilho convosco uma palavra novíssima em folha. Ok, não é oficial nem a encontrarão nos dicionários formais ou informais (estamos em negociações), mas será aqui no Minorkisses que poderão conhecê-la e saber o significado da mesma – Pseudo-Coisos.
Invariavelmente lido com psicopatas não diagnosticados e vejo que são os diagnosticados que têm de suportar as loucuras, os impulsos, as frustrações, as raivas e os medos desta praga com falta de diagnóstico.
Apercebo-me que há cada vez menos humanos. São pessoas, mas não humanos. São os Pseudo-Coisos!

Alguém consegue descrever todo o significado desta palavra que hoje se estreia? Quem sabe o que é ser humano nos dias de hoje? Querem explorar comigo estas definições? Querem, eu sei que querem! Então vamos lá.


Pseudo-Coisos Não Analisam O Seu Comportamento

A definição de humano tem que ver com uma pessoa e a sua vida em sociedade, as suas relações interpessoais, as ligações com a família biológica ou adquirida, que pertence a uma cultura e ainda o único animal racional capaz de sentir e manifestar as suas emoções. Mentira.
Os animais de estimação que tive sempre foram bem capazes de manifestar o que sentiam e comunicavam (à maneira deles), que sentiam fome, precisavam e queriam mimos, que tinham vontade de fazer necessidades, muitas vezes já feitas no tapete, no sofá, nas camas… Era nesta altura em que a comunicação aumentava substancialmente de volume. Este tipo específico de comunicação dava aos bichos a perceção nítida de que o caso estava muito mal parado, sabendo de imediato que haveria consequências. O tal Pseudo-Coiso não sente rigorosamente nada, mesmo perante lapsos que possa ter cometido. Depois não analisa o seu comportamento, nem tem conhecimento das consequências do que fez, faz e fará.
Esse espaço no seu cérebro perdeu, durante a gestação, a sensibilidade e a capacidade de sentir emoções que um humano tem e vai, ao longo dos anos, sendo preenchido com cocó preto de galinha branca.

Os Pseudo-Coisos em idade adulta possuem numa parte de cérebro, cocó preto de galinha branca e na restante cocó branco de galinha preta.


Pseudo-Coisos Desconhecem O Conceito De Sociedade

Outra coisa muito diferente entre um humano e um Pseudo-Coiso é que um humano sabe viver em sociedade. O Pseudo-Coiso desconhece o termo e conceito de sociedade. Ele vê as outras pessoas (sim, um Pseudo-Coiso também tem olhos), mas não lhes confere importância. Portanto, como as relações interpessoais são limitadas e só acontecem entre espécies iguais, serão relações de humanos com humanos e de Pseudo-Coisos com Pseudo-Coisos. O mesmo acontece com a cultura. Dificilmente um Pseudo-Coiso apreende o que quer que seja sobre a cultura em que vive.
Por último o Pseudo-Coiso não tem ligações ou relações familiares saudáveis a não ser que todos eles sejam Pseudo-Coisos.
Devo dizer-vos que estes espécimes me causam vómitos sucessivos. Sou ainda alérgica a estes coisitos que causam mais estragos que uma manada de elefantes a fugir de um mosquito. Clinicamente testado, metade da população também apresenta sintomas alérgicos. E é por isso que estou já a tratar de um abaixo assinado para que uma vacina dos Pseudo-Coisos entrem no Plano Nacional de Vacinações, já que ainda se desconhece o grau de contágio.
Pronto, agora que sabem desta nova palavra usem e abusem!

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