Fechado. Não volte depois.

Fechado. Não Volte Depois.

Hoje foi daqueles dias em que o meu mau feitio (conhecido internacionalmente), esteve particularmente apurado. E aí aparece a placa:

Fechado. Não Volte Depois.

Serei a única com dias em que não me apetece nada? Nada que ver com gente? Odeio ter de falar com pessoas, mesmo que sejam hiper-mega importante para mim. Não tenho pachorra para encadear um discurso, a outra pessoa diz que a tia-avó dela morreu e eu só consigo responder um “Yah” arrancado a ferros. Mas a verdade é que o meu cérebro fecha-se em si ficando incapaz de funcionar sequer em modo sobrevivência (incluindo de amizades).
Nestes dias a melhor solução é simplesmente manter a casa fechada, não responder a campainhas (by the way, eu nunca tive campainha), nem a telefonemas, ou qualquer outro contacto com o mundo. Mas hoje para cúmulo tive de sair! A minha cara espelhava a minha vontade de encontrar gente conhecida e ter de falar! Talvez por isso alguns me disseram que eu não parecia bem… Se me desaparecessem da frente eu ficaria imediatamente bem, ótima, magnífica! É, tenho este inconveniente. Não sou de esconder nada do que sinto nem com muito esforço, até porque a expressão do meu rosto trama-me sempre (bendita).

“O que tens?” – perguntam…

Mas há dias assim. Completamente fechada ao mundo. Com a placa bem visível: Fechado. Não Volte Depois. Com uma enorme vontade de ter uma planeta só meu, sem campainhas e de preferência com uma barreira que impedisse a entrada de quem quer que fosse! Vida santa!
Pessoas mais próximas não podem nem tentar começar uma conversa comigo! Se vêm com aquela do “O que tens?” tem o mesmo impacto que carregar  no interruptor que tenho nas costas (como aquelas bonecas animadas por um simples toque) e eis que uma filha da Cruella de Vil aparece em todo o deu esplendor, com uma linguagem digna de transformar os risos de uma população lágrimas recheadas de medo (muito mesmo), pavor e desespero.
Estes dias são giros. Eu gosto. E já tentei encontrar ligações com o período menstrual. Nada a ver. Isto vem do meu intimo, das minhas entranhas, para me lembrar que tenho um feitio dos infernos!
Continuo a dizer, gosto mesmo destes dias!

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