Manipuladores Patológicos

Manipuladores Patológicos

Apercebo-me cada vez mais de que vivo rodeada de Manipuladores Patológicos. Sim, cada vez mais.

Ao longo da vida sempre tive a infelicidade (ou a pontaria) de encontrar várias pessoas com esta perturbação. Aparentemente ainda não estou vacinada contra elas, pois sensivelmente a cada 2 meses aparece-me mais uma ou reencontro outra. Assim que nem carraças, percebem a comparação? Acho que nasci com tendência para tratar de coitadinhos.


Manipuladores patolálicos, espécimes infelizes

Gentinha que conscientemente nos tenta enganar, influenciar, ludibriar, penalizar por tudo e tudo, fazendo-nos sentir os agressores em vez de vítimas. Astutos nas palavras e atentos às reações do outro para ver de que lado entra melhor a lâmina da facada que pretendem diferir. Energúmenos que conscientemente pretendem fazer dos outros os seus escravos particulares que lhes dão o alimento do dia – a atenção única e devota apenas e só direcionada a estes Manipuladores Patológicos, espécimes tristes numa vida cheia de infelicidades, um tanto como este espécime que descrevi aqui.


Os manipuladores patológicos só querem o nosso bem

Uns pobres coitados, vitimas das circunstâncias da vida e que pretendem, a todo o custo, fazer disso a maior e melhor arma que possuem, para poderem estar rodeados de atenção e dedicação.

Convictos de que são os maiores e mais inteligentes, os melhores jogadores deste jogo carregado de artimanhas que é a vida. Acreditam que podem (com simples conversas), virar opiniões. Asseguram que será a eles e apenas a eles que prestaremos contas. Perante quem nos curvaremos porque, afinal, os Manipuladores Patológicos só querem o nosso bem (pois sim, pois sim)!

Espécimes maquiavélicos e bem apetrechados de artimanhas certeiras para espalhar a sua infelicidade pelos outros.


A tal “esperteza de rua”

Apesar de serem bem ardilosos, esquecem frequentemente uma ou duas coisas que lhes confere a derrota do seu estruturado e elaborado plano.

Primeiro nem só os Manipuladores Patológicos (ou não) são inteligentes e eu até diria mesmo que eles possuem apenas “esperteza de rua” e não inteligência. É que a inteligência define-se como um “Conjunto de todas as faculdades intelectuais (memória, imaginação, juízo, raciocínio, abstração e conceção).” in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. E todo aquele conjunto de emoções que lhes são características (desde o medo de falhar, de perder a atenção, de ser infeliz e não aguentar os outros felizes ou simplesmente melhor do que eles), tolda-lhes a capacidade de raciocínio e potencia-lhes a imaginação. Combinação que não é, de todo, a mais feliz e capaz.

Segundo porque se tornam reincidentes em afastar-nos de outros para sermos vassalos apenas deles. Isso torna-se rapidamente bem explicito dando-nos tempo de nos defendermos de ataques futuros.


Desperdício de energias

Hei? Pessoínhas maquiavélicas, mas pouco inteligentes? Parem lá de ter piedade de vós próprios e evitem passar por mais situações dessas! Já o mundo acordou em relação a vós e se não acordou, brevemente acordará! Apenas garantem que todos deslindem o vosso jogo e que cada vez menos obtenham vitórias, ou vos seja sequer possível jogar!

Mas atenção! Se quiserem ser assim a vida toda é convosco! Mas pelo menos, para além da consciência que têm das vossas dores de cotovelo, ganhem também consciência que isso não só vos autodestrói, como acabarão por perder exatamente o que mais querem – a tal atenção. Ficarão sozinho, presos em vós mesmos, não perceberam ainda? Pois, a tal falta de inteligência…

Mas morram assim que por mim é-me indiferente. Alerto é para o facto de roçarem o ridículo com todas as partes do vosso corpo que nem um fato de mergulho. E que isso em nada contribui para a imagem que pretendem passar.

Comments

  1. Pingback: Chico-Espertice - Ter O Máximo Com O Mínimo Esforço

  2. Pingback: Caráter é honestidade, firmeza e coerência de atitudes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *