Memória? Eu?

Memória? Eu? Não reconheço o conceito.

Se há coisa que me causa transtorno na maioria das vezes é ter memória de peixe. Claro, pode ser muito útil também, mas já lá vamos.

Sempre sofri um pouco de falta de memória, sou esquecida pronto! E não há sequer magia que me converta. Ser esquecida faz parte de quem sou e revela-se na minha personalidade (o que até me confere um certo encanto, diga-se). Gostava muito de ter vindo com cartão de memória incorporado, mas ainda não se chegou lá (malta das informáticas e genética, aprofundem isto ok?).

Memoria-eu-cartão-de-memória

Sem esses extras, resta-me ter papéis e papelinhos, agendas, blocos e cadernos, lembretes no telemóvel, ou seja, autênticos avisadores de tarefas. São eles que fazem com que a minha vida decorra de forma mais ou menos natural.


Memória? Eu? Para quê?

Pois, para tudo… para ir às compras (com lista), datas e horários de consultas, cabeleireiro, unhas, tarefas em casa, como passar a ferro (embora esta seja mais para me obrigar a fazer, pois quanto a mim passar a ferro, como já vos disse aqui, é tortura), tarefas na rua (ir à farmácia, correios, o que for) e todas as outras que surjam, devidamente escritas nos apetrechos que mencionei acima.

Nomes de pessoas é que não dá para apontar, só se tirar uma foto e guardar com o nome numa parede tal qual psicopatas que perseguem pessoas. No entanto não me parece muito razoável conhecer uma pessoa e pedir na hora para tirar foto… Mas o que era mesmo fantástico era que eu tivesse as tarefas todas escritas num sítio só! Isso sim, era vida! Mas não, é uma coisa aqui, outra além, estrategicamente espalhadas pela casa, carteira, carro e outros locais que agora não me lembro.


As coisas mexem-se sozinhas!

Por ter todos os avisadores de memórias ao deus dará, perco imenso tempo à procura deles o que me deixa plenamente frustrada! Mas pior ainda é quando quero arrumar algo “para não esquecer” e escolho um local específico, “porque assim sei onde guardei”. Pior asneira do mundo! Só por mero acaso voltarei a ver a tal coisa que guardei num sítio muito bem pensado para não esquecer. E eu quase juro que sei onde deixei tal objeto, foi na caixa verde que está dentro da gaveta da mesinha de cabeceira da esquerda. Mas nada. Evaporou-se! As coisas mexem-se sozinhas, as parvas! Só que eu não sou grande apreciadora de jogar às escondidas…


E as memórias da vida?

Memória? Eu? Da Vida? Essa tenho, uma parte pelo menos. E é a parte boa! A memória a longo prazo pode ser muito útil se trabalhar em função do “saber viver”. Como? Se tivermos memória seletiva, em que apenas recordamos parte da vida e se essa parte for apenas a boa. Se não me lembro das coisas más não ando com elas à carga a vida toda, certo? Se isto não é saber viver então o que é? Para o “Livrai-me de todo o mal” este é um aliado perfeito!

Por isso nem pensar em ter memória de elefante, sou mais feliz com memória de peixe!memoria-eu-doris-esquecida

Comments

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          1. Edmar

            Aproveita, o Natal está a chegar… Manda a listinha, logo se vê o que se pode arranjar.
            Umas meinhas brancas com raquetes
            😛

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      1. Edmar

        Pelo tom irónico da resposta, suspeito que trata-se de um item que nunca considerou, certo?
        É o grande problema de dar presentes a alguém que não se conhece. É por estas e outras por exemplo eu sou contra aquelas ideias peregrinas de se fazer o “amigo secreto” no trabalho por estas alturas do ano. Algumas são pessoas cuja existência nós ignoramos ou apenas toleramos, mas que se estivessem numa arena (com leões), era o pelegar pra baixo quase de certeza. 🙂
        Ou então aquele(a) tipo(a) ordinária que só abre a boca para dizer m€#&@. E que se fosse mudo(a)…era de valor.
        Desculpa o meu tom. É o espírito natalício a penetrar-me… 🙂

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            Minorka

            Sim toi meme!
            Xuta aí um poster! Liberdade total, tema à tua escolha, anonimato ou estrelato, tudo o que te apetecer, menos a qualidade, essa tem obrigatoriamente de ser inferior à minha.

  1. Edmar

    Eu tenho uma vaga ideia de em tempos ter tido melhor memória do que agora. Desconfio que dos dois habitantes da minha cachola,sim falo do Tico e do Teco, um deles deve ter falecido. Ou teve um esgotamento e está a vegetar…

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      1. Edmar

        Tens que dar umas cenas ao Tico e ao Teco para estimular a atividade cerebral e a comunicação entre eles. Aumentar o foco e a concentração, em suma dar “boost” no teu cérebro.
        🙂

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