“A minha obra não é uma coisa pendurada entre duas palmeiras”

“A minha obra não é uma coisa pendurada entre duas palmeiras”…

…diz a Joanita Vasconcelos muito ofendida com a comparação entre a “Suspensão” dela e a tal coisa pendurada lá para o Brasil. De facto olhando para ambas as “coisas penduradas”, há ali diferenças irrefutáveis! Uma é branca e básica, a outra mais escura e mais apaneleirada. E as palmeiras? Onde se vêm as palmeiras no trabalho da Joana? Raios partam a má língua! Toda a gente sabe que no santuário de Fátima não há palmeiras, ela teve de fazer uma estrutura cilindrica toda coitada!


“A minha obra não é uma coisa pendurada entre duas palmeiras”

papel higiénico arte carrinho de compras Minorkisses

Confesso que não conhecia “esta” Joana mas, tendo em conta aquele terço gigante digno de um prémio (de merda), tive de cuscar para perceber como é que algo tão insignificante se veio a tornar na obra plástica (não artística) mais polémica do momento! Não fiquei muito impressionada com as obras da senhora, aliás aquela que considerei mais interessante foi um carrinho de compras cheio de papel higiénico, daria imenso jeito nos hospitais ou hotéis para a distribuição diária destes objetos, estes sim dignos de prémio! Que mundo seria este sem papel higiénico?

 


Esta senhora tem complexos de altura

De todas as outras obras senti que esta senhora tem complexos de altura. Ou se acha uma Minorka insignificante passando despercebida ao mundo, contrabalançando esse complexo com as gigantescas réplicas de objetos pequenos, ou é tão alta e desconchavada que não consegue apreciar os objetos no seu tamanho original, optando por aumentar tudo, tendo assim acesso ao que nós, Minorkas, naturalmente temos.


Caso de psiquiatria, sem dúvida!

Mas pelo que leio a senhora vem a ser “a mais prestigiada artista portuguesa da atualidade” (matem-me já)! Quem proferiu tais palavras? Ainda terá de pagar colossais indemnizações por tais difamações e desequilíbrios mentais (e de escala quiçá)!
Os trabalhos da Joanita estão quase todos expostos na rua. Uma calamidade, pois não há quem se livre de lhe pôr as vistas em cima. As vítimas deste flagelo estão um pouco por toda a parte tendo em conta que é óbvio a senhora apreciar rotundas. Até aqui se vê muita falta de originalidade. Desde que há rotundas que há quem se lá exponha para não passar despercebida! Eh pah! Agora começo a fazer uma associação que faz todo o sentido… Será que a senhora tem só acesso a algo que está apenas e sempre pendurado e por isso expõe as baboseiras nas rotundas? Caso de psiquiatria, sem dúvida!
Quanto a mim esta senhora é sim a “mais parola e azeiteira tipa cheia de dinheiro e de nada para fazer da atualidade”.
Perdoe-lhe Senhor!

Comments

  1. António Paulo Chaparro

    Olá Minorka! 🙂

    Bem , o que dizer sobre a alegada obra de arte e tudo o que a ela está ligado.

    Parece que foi uma adaptação transatlântica (isto para não dizer plágio porque não quero ferir os sentimentos da plagiadora, perdão, da autora!). É que os Católicos têm aquela coisa curiosa de serem uma maioria mas estarem sempre a falar como se fossem uma minoria perseguida.

    Isso dela ser a mais prestigiada artista do momento é uma daquelas frases feitas que alguém se lembrou de cuspir mas não quer ficar com a paternidade da mesma para não sofrer o gozo e ridículo que merece.

    Deixa estar que o Senhor já te perdoou! 😀

    PUMPUM – http://www.pumpum.org

    1. MinorKa

      Olá António! Sê bem vindo!
      Esta Joana saiu-me um bom tema de conversa! Quem diria que a escala era por si só uma obra de arte? E que o plágio (ou adaptação como bem dizes) seria tão bem afamado?
      Se fosse algo em nada ligado à religião até passava despercebido, já que quanto a mim, ela é ainda menos conhecida do que os anúncios do papel higiénico (não consigo ultrapassar o carrinho de compras, é muito óbvio?) com aquele doce golden retriever. Mas calhou ser com os crentes e como tal vira pecado tudo o que digas acerca desta copiona sem vergonha!
      Nem com velas abres a cabeça (mesmo que literalmente) da malta que opta por olhar para o céu!
      Acredita! Já tentei (das duas formas)!

    2. António Paulo Chaparro

      É que a "obra" está tão à vista que só fica a opção de plágio. Não há volta a dar.

      Mas hipocrisia, religião, e principalmente, catolicismo e cristianismo sempre andaram e mãos dadas. Este caso acaba por ser mais uma prova disso. E para além disso de como há gente que não tem qualquer tipo de problema em fazer uns trocos à conta da divisão e da ignorância.

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