A paz maior é a que sinto dentro de mim

Saber Viver

Podem ainda não ter percebido, mas o que mais se fala aqui no Minorkisses é sobre o Saber Viver. Tenho falado de pessoas difíceis (que simpática estou hoje). Pessoas de quem nos devemos afastar com todas as nossas forças. Vou trazendo padrões de comportamentos para que o meu conhecimento vos possa ajudar a identificar estes espécimes. Quem merece a nossa atenção e com quem não devemos perder sequer um minuto. Sou criticada por alguns e aplaudida por outros tantos. Na verdade, sendo sinceros connosco próprios, todos já pensámos nos assuntos que aqui partilho. Todos, sem exceção, já nos deparámos com pessoas difíceis e isso fez-nos criar defesas, aprender, identificar e categorizar comportamentos. Mecanismos de defesa próprios do comportamento humano e animal. Ou seja, o tal Saber Viver.


Saber Viver e os Hah! Moments

São os vários Hah! Moments (aquele instante em que a solução para um problema fica clara), que vamos experienciando ao longo das nossas vidas, que nos mostram como Saber Viver. Não que eu seja uma pessoa idosa, mas todos os meus (parcos) anos de vida, foram o equivalente a um doutoramento intensivo de Vida. As pedras no nosso caminho servem para aprendermos a desviar-nos delas, ou a pegar nelas e colocá-las na berma. Por ser uma cidadã do mundo que faz amizades com muita facilidade (bem como inimizades verdade se diga) e com quem quer que seja, do mais novo ao mais velho, do mais rico ao mais pobre, do mais feio ao mais bonito, do mais excêntrico ao mais simplório, do que vale a pena ao que não presta para nada (acho que já entenderam), acabo por conhecer muitos espécimes e alguns deles são, obviamente pessoas difíceis.


Minorkisses – O conteúdo que  me define

Não se iludam a pensar que invento o que escrevo. Quando escrevo sei do que falo. Não é fruto de pesquisas em livros de psicologia, ou outros, mas sim da minha própria experiência de vida. Tudo é fundamentado na primeira pessoa ou nem o Minorkisses existiria. Sabem que para ter um blog e conseguir mantê-lo é preciso saber do que se fala e gostar do que se escreve? É. Não basta querer ter um blog, é preciso ter conteúdo. Um conteúdo que nos define. A mim define-me a minha reflexão sobre as diferentes vivências com que me deparo. Define-me a minha opinião em relação a pessoas difíceis e a situações caricatas ou condenáveis. Define-me o que considero Saber Viver, afastando-me de pessoas e de situações que em nada me enriquecem, apenas me sugam vida. Se o quiserem entender como acusações e maldade, estejam à vontade. Eu prefiro pensar que ao refletir sobre determinados comportamentos estou a dar-vos armas de defesa. Mas cada um é livre de pensar o que quiser.


Falo demais, pois.

O que aqui escrevo vem de dentro de mim (parou por aí os pensamentos, mentes conspurcadas), diretamente das minhas entranhas, e, por isso, ainda cá ando. Sou um perigo para a sociedade, bem sei. Falo demais, pois. Não me engasgo a dizer verdades (pelo menos as minhas verdades). Quem estiver mal que se defenda, se tiver fundamentos para isso. Mesmo nunca tendo ofendido ninguém em particular (aqui não há nomes, se alguém se ressentir é porque a carapuça lhe assentou), muitos parecem sentir-se ofendidos. Lamento(muito pouco), mudem de práticas. Já sabem com que contar, eu verbalizo tudo (neste caso escrevo). E como nada é inventado, tenha a certeza que não sou a única a pensar assim, mas eu exponho!


O sossego da consciência

Saber Viver para mim não é fazer de conta que gosto e que estou de acordo com tudo só para não sofrer represálias. Saber Viver é estar em sossego com a minha consciência, estar bem comigo mesma. Dar valor ao que merece ser valorizado. Desvalorizar tudo o resto. Se algo me tirar o sono, que não seja o remoer de situações do dia-a-dia, ou a injustiça que vi ou vivi sem a ter exposto.

Se isso causa situações complexas? Obviamente que sim. Mas a paz maior é a que sinto dentro de mim.

Pedras-de-calçada

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Comments

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    Minorka

    Andreia, minha querida,
    Estou embebida nas tuas palavras. Agora fizeste-me também refletir. Sabe tão bem quando alguém entende o nosso âmago e tu (que não vens aqui com o simples objetivo de criticar, de apontar o dedo), apanhaste a essência deste blog e portanto a minha.
    Felizmente também te dás ao “trabalho” de pensar por ti. Por isso te levo a refletir.
    Obrigada pelo teu comentário, por te dares ao trabalho de escreveres estas lindas e assertivas palavras. Vou guardá-las no coração. <3
    Beijinho

  3. Andreia Morais

    Esta semana, no programa «Fugiram de Casa de Seus Pais», Miguel Esteves Cardoso fez um comentário que, na minha opinião, se enquadra na tua publicação. E que foi mais ou menos do género: dá trabalho cada pessoa pensar por si. E porque é que sinto que se encaixa no que escreveste? Porque ao refletires sobre todas estas questões, isso demonstra que tens uma posição própria perante as coisas. E que não tens receio que não seja a mesma que os restantes.
    Posso não vir aqui sempre, mas sempre que venho sou levada a refletir. Porque a verdade é que focas assuntos com os quais todos lidamos. E é a maneira como lidamos com eles que nos define. Pessoalmente, acho que podemos conversar acerca de tudo, desde que se mantenha o respeito. E escrever também nos permite olhar para as coisas com outra perceção. Inclusivamente, ganhar esses tais mecanismos de defesa.
    «Sabem que para ter um blog e conseguir mantê-lo é preciso saber do que se fala e gostar do que se escreve?». Ora nem mais!

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