Socializar? Ou Se Calhar Não

Em dias de Guest Post, convido-vos a conhecer outros autores e outras formas de escrever. Todas as pessoas que assim o entenderem podem mandar-me um e-mail e mostrar-me intenção de escrita. Será bem recebido! Garanto! Hoje trago-vos o autor do blog Age Of Empadas. Não conhecem? Vão lá conhecer! Não se acanhem!

Socializar

Socializar é o que a sociedade nos pede, como indivíduos e cidadãos, contribuintes ou não. Sociedade essa, feita por todos nós e pela maioria com interesses coincidentes, com todos os valores e cultura que vai passando de geração em geração.

Aquilo que vou relatar é a minha experiência apenas e não serve de referencial para outras realidades. Considero que somos péssimos em autogestão porque não conseguimos validar no outro, alguém com capacidades para decidir por nós. Não somos organizados por natureza e temos grandes dificuldades em ter bom senso, nas alturas em que faz mais falta. Achamos que somos autossuficientes para decidir tudo na nossa vida, mas isso nem sempre acontece e uma boa prova é a quantidade de pessoas que morrem por erros de egoísmo. Exemplo? Mortes na estrada por se conduzir sob o efeito do álcool.

Socializar? Ou Se Calhar Não

O exemplo de péssimo auto socialismo que quero referir, é um cenário simples: Autocarro de transportes públicos na capital. Pessoas vão entrando e assumem os lugares que consideram que lhes acalma o espírito e o espaço começa a ser pouco, mas ainda há espaço para mais cinco pessoas, que aguardam para entrar. Isto se alguns utilizadores se movimentarem para locais vazios, que têm a mesma segurança daqueles onde se encontram anteriormente. As pessoas não mudam de lugar, estão demasiado ocupadas com o seu pensamento. Os outros cinco continuam a esperar. O condutor pede para as pessoas arranjarem espaço. Uma movimenta-se. Entra mais uma. O pedido é repetido, ninguém se mexe. O autocarro continua parado.

Direitos e Deveres

Aqueles que já estão bem colocados ou sentados, sentem que a demora é provocada por meia dúzia de pessoas que, simplesmente, se recusam a alterar a sua posição inicial, porque, lá está, não acham que tenham que trocar, só porque alguém diz. O autocarro não anda e aqueles que ainda esperam forçam a entrada, provocando situações ridículas de empurrões e contacto físico completamente desnecessário. A porta do autocarro fecha e o condutor pisa o acelerador, enquanto os que entraram à pressão se acomodam nas zonas libertas que ainda havia. As trocas de olhares são simples: uns acham os outros burros, os outros consideram-se no direito de não se mexerem.

É preciso quem dê ordens.

Não somos bons a pensar em coletivo. Nunca vamos conseguir nivelar a dinâmica da sociedade, por motivos tão simples como este. Incapacidade de nos sentirmos como seres de sociedade coletiva. Será que somos todos assim?

Comments

  1. Pingback: As Imagens Da Semana desta semana são excelentes. Falam por si só.

  2. Pingback: Fotógrafo Residente Do Minorkisses - Excelente acrescento!

  3. Atiopatinhas

    O pão de cada dia, alias cada dia que passa mais adoro transportes públicos e a falta de noção e respeito pessoal existente neles <3 Como não adorar?!

    Haja paciência 😛

    1. Post
      Author
  4. Andreia Morais

    O mal das pessoas está no facto de só olharem para o seu umbigo e acharem que nunca são elas que têm que fazer algo.
    Deparava-me com muitas situações desse género no metro!

    Beijinhos*

    1. Post
      Author
      Minorka

      Egoístas e cada vez mais a viver para si próprias como se os outros estivessem a mais no seu próprio mundo.
      Vá-se lá entender!
      Beijinhos!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.